Perícia do BPC/LOAS por Deficiência
- Iara Cerqueira
- há 6 horas
- 2 min de leitura
Como se preparar para a perícia BPC e o que esperar em 2026?
Muitas pessoas acreditam que, para conseguir o BPC, basta ter um laudo médico com um "CID". Mas a verdade é que o INSS não avalia apenas a doença, e sim como ela impede você de viver de forma plena na sociedade.
Se você ou alguém da sua família vai passar pela perícia para deficiência, este guia vai te mostrar o que mudou nas regras este ano e como evitar os erros que levam ao indeferimento.

O que é a Avaliação Biopsicossocial?
Diferente de um auxílio-doença comum, a perícia do BPC é biopsicossocial. Isso significa que ela é dividida em duas etapas obrigatórias:
Perícia Médica: O perito avalia as funções e estruturas do corpo, confirmando a existência da deficiência e se ela é de longo prazo (mínimo de 2 anos).
Avaliação Social: Uma assistente social do INSS analisa fatores ambientais, sociais e pessoais. Ela quer saber se você tem barreiras na sua casa, se precisa de ajuda para tomar banho, se consegue usar o transporte público ou se tem gastos elevados com saúde.
Novidade em 2026: Fim das perícias repetidas
Uma das maiores vitórias para os beneficiários este ano é que pessoas com deficiências permanentes e irreversíveis (como amputações, cegueira total ou doenças degenerativas avançadas) não precisam mais passar por perícias de revisão frequentes.
Uma vez concedido com laudo de irreversibilidade, o benefício ganha mais estabilidade, reduzindo as filas e o desgaste emocional das famílias.
Documentos que "ganham" o benefício
Não adianta chegar na perícia apenas com palavras. Você precisa de provas. Organize uma pasta com:
Laudos médicos atualizados: Devem conter o CID, a descrição da limitação e, se possível, a indicação de que o impedimento é superior a 2 anos.
Receitas e exames: Mostram que a pessoa está em tratamento constante.
Relatórios de terapias: Se faz fisioterapia, fonoaudiologia ou acompanhamento com psicólogo, peça relatórios desses profissionais.
Comprovantes de gastos: Notas fiscais de farmácia e recibos de tratamentos que o SUS não cobre ajudam a abater a renda e provar a necessidade social.
3 Dicas de Ouro para o dia da Perícia
Seja honesto sobre as limitações: Não tente parecer "melhor" do que está por vergonha. Se você não consegue calçar os sapatos sozinho ou se perde na rua, o perito precisa saber disso.
Leve o acompanhante que sabe tudo: Se o segurado tem dificuldade de comunicação ou deficiência intelectual, o acompanhante deve estar pronto para responder sobre a rotina diária.
Atenção ao CadÚnico: A perícia social vai cruzar dados com o seu Cadastro Único. Certifique-se de que as informações de quem mora na casa e da renda estão idênticas às que você declarou no CRAS.
"O INSS negou minha perícia. E agora?"
Se o perito médico ou a assistente social derem um parecer negativo, você não precisa aceitar isso como palavra final.
Um advogado especializado pode contestar o erro do perito, pedir uma nova avaliação com especialistas e garantir que os fatores sociais, que muitas vezes o INSS ignora, sejam levados em conta pelo juiz.


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