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Como reconhecer a violência, o assédio e a discriminação no ambiente de trabalho?

  • Foto do escritor: Iara Cerqueira
    Iara Cerqueira
  • 25 de fev.
  • 3 min de leitura

Mulher faz sinal para homem que toca o seu ombro e a sua mão para parar.

As formas como a violência, o assédio e a discriminação se manifestam no dia a dia corporativo são variadas, mas possuem um ponto em comum: invariavelmente, são comportamentos e situações que pioram as condições de trabalho.


O assédio moral, em particular, é uma forma de violência psicológica que se configura por condutas abusivas aplicadas de forma reiterada e sistemática, atingindo a dignidade e a integridade do trabalhador.


Identificando os sinais: O que configura assédio?

Muitas vezes, a vítima não percebe imediatamente que está sendo assediada, pois as agressões podem ser sutis. De acordo com as fontes, o assédio pode se manifestar através de:

  • Isolamento da vítima: Impedir o acesso a instrumentos de trabalho (telefone, internet), recusar contato visual, ignorar a presença da pessoa dirigindo-se apenas aos outros, ou até proibir que os colegas conversem com ela.

  • Retirada de autonomia e sabotagem: Retirar o trabalho que é de responsabilidade da pessoa sem justificativa, não transmitir informações úteis para as tarefas ou contestar decisões a todo momento.

  • Humilhação pública e rumores: Interromper a pessoa constantemente, desacreditá-la diante de colegas e superiores, ou espalhar rumores a seu respeito.

  • Pressão contra direitos e saúde: Pressionar para que a pessoa não usufrua de seus direitos (férias, prêmios), impedir promoções, realizar revistas íntimas ou dar tarefas que sejam incompatíveis com a saúde do trabalhador.


O impacto invisível: Saúde Mental

O reconhecimento dessas situações é urgente porque o assédio adoece toda a sociedade. Especialmente para as mulheres, o impacto é profundo: 92% relatam já ter sofrido assédio moral e 61% assédio sexual, fatores que contribuem para quadros severos de Burnout, depressão e ansiedade.


Em conexão com a campanha Setembro Amarelo, as fontes alertam que enfrentar o assédio é, também, uma forma de prevenir o suicídio. Estima-se que, em situações extremas de tortura psicológica e humilhação, a pessoa assediada pode ser levada a cogitar ou tirar a própria vida.


O que diz a legislação?

Embora não exista uma única lei federal exclusiva sobre assédio moral, ele é combatido através de um conjunto de normas, incluindo a Constituição Federal (que protege a dignidade humana), a CLT (que veda tratamentos com rigor excessivo no Art. 483) e diretrizes internacionais como a Convenção 190 da OIT.


A lei agora também exige que empresas com CIPA adotem medidas de prevenção e combate ao assédio, incluindo a criação de canais de denúncia e treinamentos periódicos.


O que fazer se você for vítima ou testemunha?

Reconhecer o assédio é o primeiro passo para combatê-lo. Se você estiver passando por isso ou presenciar tais cenas, as orientações são:

  1. Reúna provas: Guarde e-mails, bilhetes, mensagens de aplicativos, fotos e grave conversas (o que é considerado prova lícita).

  2. Anote tudo: Registre datas, horários, locais e nomes de quem presenciou os fatos.

  3. Busque apoio: Não se isole. Compartilhe a situação com colegas de confiança, familiares ou sindicatos.

  4. Denuncie: Utilize os canais internos da empresa (Ouvidoria, RH), o Sindicato, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ou a Justiça do Trabalho.


Ajudar outras pessoas a identificarem essas situações é um dever coletivo. Compartilhe a informação e ajude a transformar o ambiente de trabalho em um espaço seguro e produtivo para todos.

 

Busque orientação jurídica especializada

Embora a informação seja uma ferramenta poderosa de conscientização, cada situação de assédio possui particularidades que exigem uma análise técnica detalhada. É fundamental compreender que a busca por assistência jurídica especializada é um direito de todo trabalhador e um passo essencial para garantir que seus direitos sejam plenamente protegidos.


A nossa equipe poderá te ajudar na análise minuciosa das provas coletadas e na definição da melhor estratégia jurídica para o seu caso, seja para pleitear uma rescisão indireta do contrato de trabalho, buscar indenizações por danos morais e materiais, ou garantir a manutenção da sua saúde e dignidade. Não enfrente essa situação sozinho(a); o suporte adequado é o que permite transformar o silêncio em justiça.


Se você se identificou com os sinais descritos ou está vivenciando uma situação de violência ou discriminação no trabalho, estamos à disposição para ouvir você.


Clique Aqui e Agende um horário para que possamos analisar o seu caso de forma segura, humana e totalmente confidencial. Vamos, juntos, buscar o melhor caminho para restabelecer o seu bem-estar e a sua segurança profissional.


Este artigo foi elaborado com o apoio de materiais técnicos do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


Material para consulta:


 
 
 

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